- Kell, qual é a graça de ouvir um monte de gente conversando?

- Do que você tá falando?

- Ah, esse troço de podcast que você tanto fala aí. Não é um monte de gente falando? Tipo rádio?

- Humm, não é bem isso não.  Podcast é…

[sobe música de suspense, entra narrador]

E assim começa mais uma aventura através de mentes ~nunca dantes navegadas~, desbravando águas hostis, enfrentando a desinformação e alcançando as profundezas da vontade humana. 

 

Se você está lendo esta coluna pela primeira vez, talvez ainda não saiba que bicho estranho é esse tal de podcast, então lá vai a forma mais comum de explicar:

Podcast é que nem rádio

“Como é concebido o programa em podcast. Desde que todos nós aqui nos conhecemos por gente, ouvimos rádio. Sendo assim é absolutamente impossível não utilizar este como referência. Existe uma gama imensa de formatos de programas em rádio; musical, bate bola, bate papo, humor, escracho, religioso, debates, etc… que fatalmente são utilizados como base para os programas em podcast.” [1]

Então, como a Mafê bem explica no post, (aliás, a Mafê  é produtora e sócia em um estúdio que leva o apelido dela: Mellancia) da mesma forma que existem vários tipos de programas de rádio, existem vários tipos de podcast, temos de humor, temos os de discussão, temos de notícias, temos algumas pessoas que fazem excelentes dramatizações, temos seleções musicais e mais outra infinidade de gêneros bem delineados e outros que são mistura de dois ou mais.

Quer dizer, na verdade, não é bem isso, na verdade, podcast não é a gravação em si, mas a forma de distribuir esta gravação, que é feita pela tecnologia push, (falaremos mais sobre isso nas próximas semanas), ou seja, ela (a gravação)  é “empurrada” para o usuário, que assinou previamente o feed para receber aquele conteúdo e é este usuário quem, por sua vez escolhe quando quer ouvir este programa disponibilizado.

“Podcast é a forma que o seu áudio é distribuído e recebido, um programa em podcast tem a praticidade de ser ouvido quando e onde quiser, pode ser feito por qualquer pessoa que tiver interesse e, ouvido por quem quiser ouvir aquele assunto ou aquela pessoa falando sozinha, aquela música … enfim o que tiver de sonoro naquele áudio.” [1]

Essa é uma ótima técnica para explicar o que é podcast. No próprio post da Mafê você encontra os contra-argumentos aos que são avessos ao uso desta explicação.

A meu ver, tudo bem. Na hora de encantar mais uma pessoa por essa mídia, vale usar o que for mais conveniente.

Por outro lado, se na verdade a semelhança com rádio basicamente se resume ao fato de o formato mais comumente difundido ser o áudio e também,  por muitas vezes, ser referência estética para criação dos episódios, que outra estratégia pode ser usada para apresentar esta mídia para quem não a conheça?

 

Podcast é que nem revista

Todas as outras explicações nas quais eu pensava acabavam passando por terminologias muito técnicas, ou então pela necessidade de muitos pressupostos.

E como é que eu poderia explicar para alguém totalmente leigo? Como eu poderia ser clara de uma forma que tanto o pessoal inserido digitalmente quanto o meu tio (que comprou uma TecPix para ver fotografia na televisão) entendesse do que se trata?

Perguntei ao mestre Google e ele acabou me levando ao blog antigo do Pablo. (O mesmo Pablo de quem já utilizei artigos científicos sobre podcast em meu primeiro post.)

“Quando me perguntam o que é podcast eu digo que é como uma revista em audio pela internet que você faz uma assinatura e recebe em casa sempre que é lançado sem precisar se preocupar com isso. Então eu ensino como a pessoa pode assinar um podcast. E acreditem: não é difícil usar essa associação!” [2]

Achei excelente esta estratégia, ela é simples e creio que facilita para explicar, sem falar que também serve para explicar que existem outros tipos de arquivos que podem vir desta forma, não apenas o áudio.

Podcast é que nem revista, mas tem música que nem rádio

O que acontece é que acabamos chamando de podcast tanto o meio em que os episódios são disponibilizados quanto o próprio episódio em si.

Formalmente eu poderia dizer: “Ouvirei  um arquivo de mídia disponibilizado em podcast”.

Apesar da forma acima estar tecnicamente correta, o comum é: “Vou ouvir um podcast”.

Só que se você conseguir convencer alguém a ouvir, eu sinceramente não me importo qual estratégia você vai usar (por favor evite danos físicos e procedimentos passíveis de punição), e depois da iniciação, se a pessoa gostar e quiser aprender mais, você indica minha coluna. (self-promotion detected)  Combinado?

Podcast e música

Se você já leu os posts anteriores, mas ainda não teve tempo ou vontade de “degustar”, talvez o momento seja agora.

E se você já é viciado nesta delícia, este post também é para você.

Escolhi falar do gênero podcastal que mais se assemelha a uma rádio.

Aproveite para saber um pouco das pessoas que se doam gravando, produzindo e editando excelente material para você (geralmente por puro amor), conheça coisas diferentes, e compartilhe um pouco do que você conhece nos comentários desta postagem.

“Não desligue, sua opinião é muito importante para nós”

[sobe música, entra vinheta, desce música, entra locutor]

Música e tudo o mais que faz barulho

 

No momento em que me propus a escrever sobre podcast musical, o primeiro nome que pulou nas mentions do meu Twitter foi o desse cara.

Inclusive, quando resolvi procurar a mistura podcast+radio, acabei caindo no blog pessoal da esposa dele (@mellancia).

Se você habita este planeta, eu tenho certeza que você já ouviu falar dele ou dos seus trabalhos e é tanta coisa que você vai ler um CTRL+C descarado e levemente editado de seu blog pessoal.

Eu estou falando do cara que foi um dos criadores do Programa Pânico na Jovem Pan, cantor, arranjador e produtor de algumas vinhetas do citado programa (e culpado por várias daquelas músicas que vou colocar o trechinho aqui e sei que você sabe a letra todinha: “macacaralho, macacaralho, macaquinho tão legal”, “você, você, viuvinha da Tamburello”, ok, se você tiver menos de 30 anos, talvez não conheça esses clássicos, mas deveria…), do cara que já faz mais de 9 anos que é DJ do Caldeirão do Huck, do produtor do Programa Djalma Jorge Show (em sua releitura de 1990), do cara a quem podemos invejar por ter feito entrevistas com vários músicos sensacionais, como Joey Ramone, Barry White, Mick Hucknall, Shakira, Laura Pausini, 10.000 Maniacs.

Estou falando do Maestro Billy, que além de podcaster do ADD, é, como ele mesmo se descreve “Produtor musical, DJ, músico, apertador de botão, etc, etc, etc”. Leia o About completinho no blog dele.

ADD

No ADD, Maestro Billy nos brinda com muita música em excelente qualidade. O texto é restrito à uma breve introdução em que ele nos apresenta à temática escolhida para agrupar/selecionar a playlist do episódio.

 

 

 

Billy Umbella –  40 anos – São Paulo – SP – “Maestro Billy”

Quando surgiu o podcast?  Montei um blog e inventaram o podcast no final de 2004. Em 2005 tomei vergonha na cara e resolvi fazer o meu próprio

O que motivou a gravar? Finalmente conseguia me libertar da pressão das rádios de tocar só os sucessos, não dependia de mais ninguém para tocar o que eu gostava e acha que seria legal as pessoas ouvirem.

Como é feita a escolha da pauta? Completamente aleatória. Algumas vezes faço em cima de algum fato da semana, algo relevante. Mas geralmente é no clima do dia/semana

Fale sobre o processo de gravação e edição. Tenho um estúdio de produção de áudio, então gravo com um excelente microfone, dentro de uma cabine acústica, edito no Logic, masterizo e finalizo tudo no mac.

Já foram premiados?  O meu podcast pessoal não, mas um corporativo que fazia, a Rádio Heineken, ganhou o APCA de melhor programa para internet em 2008.

Qual o diferencial do seu podcast em relação aos outros podcasts musicais? A abrangência. Toco de tudo. De Michel Teló até Beethoven. O que me vier na cabeça.

Deixe uma mensagem incentivando as pessoas a ouvirem podcast: Se quiser conhecer um pouco da história da musica pop, ficar bem informado sobre lançamentos, entender mais o mercado e o porquê de certas músicas fazem sucesso e outras não, ouça meu podcast!

O que vale mais para um podcaster, paixão ou técnica? Uma mistura dos dois. Sendo Técnica 90% e paixão 10%

Como te encontrar? Atualmente atendo no www.mellancia.com.br, meu estúdio com a @mellancia , produção publicitária de jingles, vinhetas, trilhas e tudo mais que faz barulho!

RockTrinta

No RockTrinta, Ivan e Guilherme escolhem músicas sobre um tema, discutem informações e curiosidades relacionadas às obras escolhidas, e geralmente extrapolam as obviedades nos trazendo algo sobre o contexto da época ou fazendo conexões inteligentes e irreverentes sobre as canções e seus interpretes. Um podcast dinâmico e descontraído porém sempre mantendo o formato dos 30 minutos . A temática é bem variada e costuma contar com convidados relacionados ao assunto escolhido.

 

  • Episódio recomendado: O Perdão (por acaso a convidada deste episódio fui eu)

 

Ivan Pamponet –  19 anos – Salvador/BA – “Ivan Motosserra”

Quando surgiu o podcast? Maio de 2009

O que motivou a gravar? Desde criança, sempre fui muito ligado em música, já que meu pai é possuidor de um grande acervo Discos, CD’s, LD’s, DVD’s e MP3 que incluem mais de 70 mil músicas colecionadas desde os anos 70. Além dele ter escrito livros sobre o assunto, eu sempre quis ter um programa de rádio e uma banda, mas tudo que consegui foi ajudar em alguns programas da rádio comunitária do meu Interior (Baixa Grande BA) e ser “roade” de bandas de amigos até conhecer o formato podcast.

Como é feita a escolha da pauta? Nunca tivemos pauta, creio que escolher o tema com a opinião de terceiros e gravar naturalmente sem ter nada programado, faz fluir muito mais um podcast que se prender aos roteiros padrões. Nos baseamos nas datas de lançamento do podcast para escolher o tema, mas grande parte das vezes é com sugestões ou escolhido na hora de gravar que é quando fazemos a nossa lista de músicas.

Fale sobre o processo de gravação e edição. A gravação é feia por Skype tendo domingo como preferência, mas pode ser gravado em qualquer dia. Geralmente gravamos entre três e cinco participantes com os quais ficamos conversando um pouco falando besteiras ou discutindo sobre o podcast enquanto grava para recolher alguns dos extras do programa.
Já a edição eu faço entre um ou dois dias, já que tenho um problema sério de DDA e sou o único que edita na equipe. Uso o Audacity que dizem ser ultrapassado e “bruto”, mas é o único que me dou bem, aprendi a editar com ele e evolui bastante durante esses anos sem nem acompanhar a atualização do mesmo, pois não me acostumo.

Já foram premiados? No próprio ano de 2009, ganhamos a última edição do Prêmio Podcast na categoria “Música” pelo voto popular.

Fazer podcast musical é mais fácil? Diria que gravar um podcast de música padrão pode ser mais fácil quando se tem pouca gente e a vírgula sonora são as próprias músicas, mas como o RockTrinta tem um formato único e completamente diferente dos demais, creio que é mais difícil que editar o podcast normal. Transformar uma hora de gravação bruta em 30/40 minutos com músicas que tocam 1:30 minutos sem perder a qualidade da conversa, fica bem complicado.

Pagam ECAD? Não por dois motivos. Primeiro eu sou completamente contra ao o órgão burocrata que é o ECAD com sua maneira de execução pelas brechas do sistema só visando o recolhimento máximo de arrecadação que não vejo ser repassada como deveria. Segundo eu vejo que todo artista é o possuidor único de direitos sobre sua obra e que deve lucrar sempre que alguém lucra com o seu trabalho, mas já que não disponibilizo seu trabalho para baixar, não ganho dinheiro para fazer o podcast em si e nem uso a música inteira – por motivos estéticos do formato- na há sentido nenhum em pagar.

Qual o diferencial do Rock Trinta em relação aos outros podcasts musicais? Diversos. O formato, por exemplo, é preso aos trinta minutos em média de programa que tem uma média de 1:30 minutos tocados em cada música. Isso é, justamente, uma “resposta” aos podcasts musicais existentes. Acredito que, no mundo de hoje, se uma pessoa quer ouvir música, ela escuto as listas do seu MP3 ou escuta uma rádio, pois eu não acredito que alguém vai dar uma festa embalada por um podcast ou um programa de rádio.
O RockTrinta é mais um podcast não ligado aos padrões convencionais e sofreu críticas por isso no começo, mas o sua identidade ajudou muito a formar o público. O fato de só apresentar as músicas e levar ao ouvinte toda uma vasta gama de informação referente ao artista ou banda da maneira mais descontraída possível, faz com que o ouvinte corra atrás do que o interessa e ignore o que não gosta por meros 90 segundos sabendo que vai dar uma risada e vai aprender alguma coisa depois.

Deixe uma mensagem incentivando as pessoas a ouvirem podcast: Podcast é um formato moderno que nos permite ouvir o que queremos com todo o leque de estilos, formatos e temas variados que só nos deixam a dúvida de qual ouvir primeiro e nos preocupar só com espaço e tempo pra ouvir tudo que nos interessa pois nessa “rede” tem informação, diversão e música, mas só o RockTrinta tem os três na dosagem certa.

Guilherme Grangier – 19 anos – Rio de Janeiro/RJ –  “Guilherme Grangier”

 

O que motivou a gravar? A vontade do Ivan Motosserra de ter um programa de rádio, que basicamente é um sonho desde que ele era criança. Eu me juntei a esse projeto no episódio 15, que foi quando o Ivan me chamou para gravar pela primeira vez e depois eu entrei na equipe e hoje sou o co-apresentador. E o que me motiva a gravar, é o fato de informar as pessoas sobre os artistas de uma maneira engraçada.

Fazer podcast musical é mais facil? Eu creio que não, fazer um podcast musical nos dá o mesmo trabalho do que uma pessoa que faz um podcast normal

Qual o diferencial do Rock Trinta em relação aos outros podcasts musicais? O RockTrinta é um podcast que não é só de música, a gente engloba diversão e informação no podcast. Além de explicarmos o porque colocamos o artista/banda relacionado ao tema, também contamos histórias pessoais que vivenciamos ligados ao tema.

Deixe uma mensagem incentivando as pessoas a ouvirem podcast: Bom, eu sei do preconceito que as pessoas tem com podcasts musicais, mas acho que todos deveriam ouvir o RockTrinta! Não falamos só de música e como a gente sempre diz: “É um podcast musical, quase sem música”, temos histórias divertidas e trazemos muita informação sobre os artisas/bandas escolhidos, sem contar a presença de um convidado ilustre toda a semana! Ah! E o nome é ROCK Trinta, mas a gente aborda vários estilos musicais. Escutem o RockTrinta e LAAAAAAAAAAAAASCA!

ROCK’N TECH

O Rock’nTech surgiu como podcast, passou a ser blog de conteúdo e recentemente voltou a publicar em podcast. Tem como proposta a mistura inteligente entre o Rock e a Tecnologia, trazendo novidades do mundo geek  intercaladas com músicas na íntegra. Apresentado pelo carismático Simon (lê-se Saimon), vale muito a pena tanto pela excelente playlist quanto pela informação de alta qualidade.

Simon Ferreira –  31 anos –  Marília/SP – “Simon”

 Quando surgiu o podcast? Dez/2008

 O que motivou a gravar? Eu procurava na internet um podcast que unisse as duas coisas que mais gostava, Tecnologia e Rock’n Roll. No Brasil quase não haviam podcasts na época, ainda mais com estas características. Então resolvi eu mesmo gravar o podcast que tanto queria escutar. Depois de um tempo mudamos o conteúdo das matérias para produtos ou assuntos relacionados ao meio nerd/geek, pois nosso blog é geek, não fazia sentido ter um podcast que não fosse geek.

Como é feita a escolha da pauta? A princípio nos baseávamos nas matérias de nosso blog que mais chamavam a atenção dos visitantes. Agora nós mudamos, escolhemos as matérias mais interessantes de blogs de amigos e parceiros nossos.

Fale sobre o processo de gravação e edição. Apesar de ser um podcast com Rock n’ Roll, procuramos colocar músicas não muito pesadas, escolhemos músicas mais leves, como U2, Coldplay, Oasis e de vez em quando colocamos uma ou outra mais “pesadinha” no estilo Iron Maiden no meio. Primeiro escolhemos as músicas que vão estar no cast, depois eu caço as matérias, escrevo a pauta no Google Docs, gravo só as falas, corrijo meus erros e envio as falas prontas para o Artur Monteiro, um rapaz que antes era fã do cast e hoje nos ajuda a produzi-lo. Ele que sincroniza as falas com as músicas e gera o arquivo MP3 final, que é o arquivo que nossos ouvintes baixam.

Já foram premiados? Sim, ficamos em 2º lugar na categoria “Tecnologia” por voto popular no Prêmio Podcast Brasil 2009. Na época não existia categoria “mista”. Um cast igual ao nosso simplesmente não existia.

Fazer podcast musical é mais fácil? Sim, o processo de edição é mais simples e as músicas acabam ajudando para que o conteúdo fique mais atrativo, principalmente se o ouvinte gosta de qualquer uma das bandas que escolhemos para integrar o cast. Todo podcaster comete erros quando grava, já as músicas, chegam sem erros, o que torna a vida dos editores mais fácil.

Pagam ECAD? Não

Qual o diferencial do Rockn’tech em relação aos outros podcasts musicais? Acho que é o fato de unir duas coisas legais, notícias do mundo geek e Rock n’ Roll. Eu desconheço outro podcast assim. Eu nunca conheci um geek pagodeiro ou rapper. Aliás, eu nunca conheci nenhum podcast de pagode, deve ser por isso que o podcast é tão “desconhecido” pela massa brasileira.

Fale da pausa que vocês deram e o motivo do retorno. Gravar casts era tudo pra mim, eu era o maior fã do meu cast. Quando eu gravo eu escuto ele umas 300 vezes. Mas ele tomava muito meu tempo. Como sou muito detalhista, cada cast demorava cerca de 2 dias inteiros para ficar pronto. Só que além do blog eu trabalhava com web design e eu e minha esposa tínhamos a loja virtual. Eu simplesmente não conseguia dar conta de tudo, então resolvi dar um tempo, mas essa decisão foi muito triste pra mim. Eu pensava que era fã do meu cast, mas mudei meu pensamento após conhecer o Artur, hoje nosso editor, que insistentemente me pedia para voltar. Então ele me convenceu a voltar. E hoje estamos de volta, graças ao Artur e aos nossos ouvintes fiéis que sempre participam nos incentivando.

Deixe uma mensagem incentivando as pessoas a ouvirem podcast: Todo mundo que curte podcast tem um pouco de geek ou nerd, certo? O casamento entre Nerdismo e Rock’n Roll é perfeito! Deixo aqui então um convite especial para todos serem testemunhas disso. Nossos episódios tem em média 40 minutos, mas o cast é muito parecido com um programa de uma rádio, a gente nem percebe que chegou ao fim. Todas os episódios são recheados com 12 músicas super bacanas, temos quase 100 episódios gravados e cerca de 10 a 20 mil downloads por edição. Escuta que vale a pena!  ;D

Obrigado às garotas campuseiras mais lindas do Brasil (hahaha) por terem me convidado, é uma honra ver nosso cast sendo citado aqui. Um abraço de todos os geeks do ROCK’N TECH. Paz amor e Rock n’ Roll! \m/

Pauta Livre Noise

Este é o filho talentoso do Pauta Livre News. No Pauta Livre Noise,  ~o podcaster celebrity~  Tourinho fala sobre um tema e (ilustra?) sua fala com músicas relacionadas ao assunto escolhido. Formato leve e descontraído, excelente para quem gosta de alguma teoria bem embasada sobre o que está ouvindo.

 

Carlos Tourinho –  34 anos – Fortaleza/CE – “Tourinho”

Quando surgiu o podcast? 26 de outubro de 2009

O que motivou a gravar? Pura vontade de colocar o que eu ouço pro povo ouvir

Como é feita a escolha da pauta? Em bom baianês, “natoralmente”. Penso no tema e escolho as bandas que se encaixam.

Fale sobre o processo de gravação e edição. Quando gravo sozinho, gravo no Audition, limpo os ruídos e algumas gaguejadas e depois edito no Audacity com a trilha de fundo e as músicas. Com convidados, no Tapur e/ou cada um grava seus audios separados, e no Audition limpo os ruídos e algumas gaguejadas e depois edito no Audacity com a trilha de fundo e as músicas.

Fazer podcast musical é mais facil? Eu acho, pois como é recheado de músicas, é mais rápido de editar, em 2 horas no máximo está pronta a edição.

Pagam ECAD? Não.

Qual o diferencial do Pauta Livre Noise em relação aos outros podcasts musicais? Como um eterno “garimpador” musical, procuro colocar bandas desconhecidas do grande público para que conheçam. E quando coloco bandas famosas, evito colocar seus maiores sucessos, e sim músicas mais obscuras. Por exemplo, se for colocar Kiss, prefiro ir de “Shock Me” ao invés de “Rock and Roll All Nite”, que todo mundo conhece.

Deixe uma mensagem incentivando as pessoas a ouvirem podcast: Se você curte rock, metal e suas vertentes, seu lugar é aqui, com informações e curiosidades sobre bandas novas e clássicas, com músicas escolhidas a dedo de acordo com o tema proposto.

Cast’n Roll

Gustavo, que também produz o Cabaré Cast, resolveu criar o Cast’nRoll por causa de seu TCC. É um podcast exclusivamente de rock e cuja locução é limitada a introdução.  Conta com episódios temáticos e com o shuffle de sexta que é uma seleção mais aleatória (como o nome já sugere). Ainda bem que a pós acabou mas o podcast perdura até os dias atuais, ficando inclusive em destaque na iTunes Store por diversas semanas.

 

 

Gustavo Tavares Moreira – 27 anos – São Paulo/SP – “Gustavo Moreira”

Quando surgiu o podcast? O projeto inicial surgiu quando eu estava terminando a minha pós-graduação em design gráfico no início de 2009 e precisava de um tema para o meu tcc. Eu queria fazer um projeto de identidade visual, mas queria um “cliente real”, como na época eu já estava querendo produzir um podcast de Rock N’ Roll, resolvi unir o útil ao agradável.

O que motivou a gravar? Sempre gostei de rock, sempre gostei de rádio. E desde de que eu conheci a mídia podcast eu busquei os podcasts musicais como pesquisa para artistas novos (quando digo novos, me refiro aos velhos que ainda não conhecia também). O problema é que os podcasts musicais que eu ouvia no início de 2007 foram parando de atualizar. E aqui no Brasil existem poucos ainda.

Como é feita a escolha da pauta? De maneira bem orgânica. Já escolhi pauta por conhecer um especialista no assunto, porque voltei empolgado de algum show, por estar chateado com a preferência musical da maioria (risos).

Fale sobre o processo de gravação e edição. Como na maior parte das vezes eu produzo o podcast sozinho, faço tudo no meu estúdio aqui em casa.

Nos Shuffles de Sexta-Feira procuro sempre gravar o áudio ouvindo a música que vai estar no fundo para “entrar no clima” do programa. Infelizmente é muito difícil de fazer isso quando temos algum convidado, então antes da gravação passamos uns 20 min definindo a pauta ouvindo algumas músicas que serão tocadas no Cast. Acho importante, dá pro convidado se sintonizar com o tema.

 Já foram premiados? Já cheguei perto. Fui finalista no Podcast Talent Show do Youpix Festival. Fiquei muito feliz de ter participado da premiação. Faziam 2 meses que eu tinha voltado a publicar o Cast depois de um hiato de mais de um ano. Foi a motivação que eu precisava pra saber que eu estava fazendo um bom trabalho.

Fazer podcast musical é mais fácil? Depende. Programas como o Shuffle de Sexta Feira são possuem uma edição mais tranquila, foi o formato que encontrei para conseguir publicar um Cast semanal.

Programas temáticos são bem mais trabalhosos, gosto de trazer bastante informação, então o processo total é tão trabalhoso quanto num podcast de bate-papo.

Pagam ECAD? Ainda não, mas já estou com toda a papelada.

Qual o diferencial do Cast N’ Roll em relacao aos outros podcasts musicais? Pergunta difícil (risos). Acredito que o Cast N’ Roll possui uma inclinação pros estilos mais consagrados. O que torna o Cast mais acessível. Vez ou outra você irá ouvir um Trash Metal, ou um Progressivo mas será pontual.

Deixe uma mensagem incentivando as pessoas a ouvirem podcast: Pra quem curte Rock N’ Roll é o lugar perfeito. Let’s Rock

ClosetCast

DJ’s apaixonados por música, e com locução profissional e pra lá de animada, Clayton e Alex tem poucos episódios e espero que depois desta postagem resolvam o probleminha que estão com feed e voltem a fazer o delicioso bate-papo recheado de informação sobre música, e com, é claro, música (eles usam apenas 15 segundos) que são a especialidade desta dupla dinâmica na esfera podcastal .

 

Clayton Carlos Lima de Oliveira – 35 anos – Brasília/DF – “Máfia Sonora”

Quando surgiu o podcast? No dia 22 de agosto de 2011,  postamos o Episódio Piloto, mas ele surgiu no dia 13 de agosto, 2 dias depois do Alex que faz o ClosetCast comigo falar que eu tinha que fazer um podcast tomei coragem, chamei ele,  isso na sexta e domingo gravamos o Episódio Piloto sem pauta mesmo.

O que motivou a gravar?  Booom, acho que foi a vontade de trabalhar em rádio que sempre tive, desde quando me lembro por gente, em Brasília na década de 80 não tinha muita coisa pra fazer, então era televisão e rádio, então o rádio sempre me atraiu, e depois de ouvir meu primeiro podcast Nerdcast 159 sobre Wolverine, nem lembro quanto tempo atrás, me apaixonei pela mídia e bateu a vontade de criar um podcast também.

Como é feita a escolha da pauta? Geralmente escolhemos eu e o Alex alguma banda ou cantor(a) que a gente gosta, sentamos e conversamos como vamos desenvolver a pauta, apesar que algumas pautas a gente faz de brincadeira mesmo como quando a gente fala de bandas mais atuais, porque é inevitável de aparecer alguém que a gente não gosta, mas enfim fica mais engraçado ainda, acho que a gente faz a pauta mesmo pensando em se divertir e tentar passar isso para o ouvinte.

Fale sobre o processo de gravação e edição.  Bom como ainda não somos profissionais da coisa, (eu disse ainda), a gente grava no notebook do Alex usando o mesmo canal, compramos um adaptador e ligamos os 2 headsets em um canal só isso evita de um vazar na voz do outro durante a gravação. E a edição sou eu quem faço, lerê lerê, uso o Adobe Audition 3.0 porque meu notebook é bem “novo” tem só 5 anos ele hehehehehehehe, mas apesar das dificuldade adoro editar e tenho tentado me aperfeiçoar nesse processo.

Já foram premiados? Siiiim já fomos premiados, com uma biografia autografada do Ultraje A Rigor hehehehehehehe, que vamos sortear em breve no ClosetCast a autora Andréa Ascenção ouviu o episódio 4 em que falamos do Ultraje, o legal que foi uma twittada na madrugada pro Roger falando do episódio ele retwittou e a Andréa nos encontrou, mas brincadeiras a parte espero um dia ganhar sim algum prêmio mas eu acho meio cedo pra falar disso quero mais é me divertir nesse momento.

Fazer podcast musical é mais fácil?  O ClosetCast não é muito não, ainda mais que a gente trabalha com a informação e a música é só um detalhe, tanto que toco só 15 segundos quando citamos alguma música, e o resto é só informação sobre os artistas, curiosidades, fatos marcantes coisas que muitas pessoas gostariam de saber mas as vezes não tem paciência ou tempo pra pesquisar.

Pagam ECAD? Não pagamos, deixamos o Google fazer isso heheheheheheh, brincadeiraa, bom nesse exato momento não pagamos, por enquanto.

Qual o diferencial do ClosetCast em relação aos outros podcasts musicais? Bom nós tentamos passar o máximo de informação da banda ou artista que estamos falando sobre, e tentamos fazer disso nosso diferencial, mas na verdade o que você escuta no ClosetCast é justamente como eu e o Alex conversamos sobre música, indo atrás, pesquisando, discutindo sempre foi dessa maneira e isso que tenho tentado, e espero estar conseguindo, inserir no ClosetCast.

Deixe uma mensagem incentivando as pessoas a ouvirem podcast: Eu acho que as pessoas devem sim ouvir podcast, escolher algum que fale sobre o assunto que elas gostam e escutar, e também participar seja mandando comentários ou e-mails de qualquer maneira que for, escutem podcast que com certeza não vão se arrepender.

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Colabore com o  próximo post

Este não era para ser o assunto do post desta semana.

A proposta inicial era falar sobre agregadores de feed e sobre a primeira vez de alguns ouvintes de podcast.

Estudando um pouco, senti a necessidade de estudar mais, então esta proposta ficará para postagens futuras.

Então, vou repetir o convite aqui, para vocês colaborarem com a próxima postagem.

A próxima postagem será  “Podcast :  minha primeira vez” .

Quero saber de vocês, qual foi o primeiro podcast que ouviram, o que os levou a conhecer a mídia podcast e o que mais acharem pertinente comentar.

Também quero saber dos agregadores de feed que vocês usam e em quais gadgets vocês ouvem podcast.

É importante mencionar em qual plataforma você utiliza o software que indicar.

As melhores contribuições serão utilizadas (devidamente creditadas) no post.

Envie pelo e-mail:  kellcpbr@gmail.com ou comente neste post.

8 Comentarios Ate Agora.

  1. Kosmidis says:

    O primeiro de música que eu ouvi foi o do amigo Billy e ele me indicou o do Gustavo Moreira, realmente não ouço outros pois não consigo mais lembrar de um zilhão de outros podcasts e também como não suporto feed, prefiro dar o pageview.

  2. Faltou o RetroGameBox aí…. pq afinal, é o mais diferente de todos estes citados! hahahaha =D
    Mas a minha participação neste blog ainda foi a mais épica!! :D

    • ah sim, o endereço do site é http://www.retroplayers.com.br
      Tem dois episódios que eu gosto muito: #007 – Skate, Rock e Hardcore, onde é tocado a trilha de Tony Hawks pro skater e tem AC/DC, Metallica, Anthrax…
      E o #006 – RPG! onde tem o tema de pokemon, Final Fantasy X 2 (japonês) e uma ótima música de Legend of Mana. =)

      • Kell says:

        Aliás é muito bom. Eu acabei não colocando podcasts que tem episódios aleatórios com música pois não era o foco, mas é legal divulgar sim. Tem o da Gisa que também é excelente.

  3. Tourinho says:

    Ri do podcaster celebrity… hahahaha

  4. [...] Garotas CPBR – Toca uma pra mim by Kell Bonassoli [...]

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